A sua prática
Fogo Violeta
Uma prática de limpeza mental, energética e espiritual para retomar presença, leveza e equilíbrio.
Você pode permanecer pelo tempo que sentir necessário. Em um momento de urgência, faça com o tempo que estiver disponível.
Você já conhece o caminho
A prática começa com um convite gentil à sua mente. Depois, a respiração ancora. E então o fogo violeta percorre cada parte do corpo, em espiral, de baixo para cima.
Converse com a mente
Antes de começar, dê um comando claro e gentil. Diga: "Mente, agora é o momento de meditar." Ela precisa saber o que você está fazendo.
Volte à respiração
Observe algumas respirações sem tentar mudá-las. Quando a mente insistir, traga de volta com gentileza. Sem brigar. Sem forçar.
Deixe o fogo subir
Quando sentir que a atenção voltou, visualize o fogo violeta surgindo na altura dos seus pés. Ele sobe em espiral, parte por parte, até o topo da cabeça.
Respeite o seu tempo
A permanência pode durar trinta segundos, um minuto, três minutos ou mais. Não existe um tempo certo. Fique até sentir equilíbrio, leveza ou completude.
Sobre o Fogo Violeta
O fogo violeta carrega referências que atravessam a física, a alquimia e tradições espirituais de diferentes épocas.
A cor da fronteira
No espectro visível, o violeta ocupa a frequência mais alta que o olho humano consegue perceber, em torno de 400 nanômetros. Logo acima dele está o ultravioleta, já invisível. Na leitura simbólica de diversas tradições, o violeta é a cor que faz a ponte entre o que se vê e o que não se vê.
O Conde de Saint Germain
Figura histórica real, nascido possivelmente na Transilvânia por volta de 1696. Alquimista, músico, poliglota e conselheiro de reis europeus. Voltaire o chamou de "um homem que sabe de tudo e que nunca morre." Casanova e membros da corte francesa relataram que ele aparentava não envelhecer.
O Sétimo Raio
Na tradição dos Sete Raios, cada um carrega uma qualidade específica. O sétimo é o violeta: transmutação, perdão, misericórdia e liberdade. Simbolicamente, o violeta é lido como a fusão entre o azul da vontade e o rosa do amor.
Monte Shasta
A Chama Violeta foi tornada pública por Guy Ballard em 1930, após uma experiência aos pés do Monte Shasta, na Califórnia. Ballard fundou o Movimento I AM. Mais tarde, Elizabeth Clare Prophet e a Summit Lighthouse ampliaram a difusão dessa prática no ocidente.
Transmutação, não destruição
A Chama Violeta não destrói aquilo que toca. Ela transmuta. Como o fogo alquímico que transforma chumbo em ouro, a prática convida a transformar o que é denso em leveza, o bloqueio em fluidez, a tensão acumulada em consciência.
A espiral ascendente
O movimento em espiral dos pés à cabeça é o padrão clássico de visualização da Chama Violeta. A espiral conecta a base do corpo com o topo, limpando camada por camada cada região que percorre.
O fogo nasce na base, sobe em espiral pelo corpo e se expande por todo o ambiente como uma grande fogueira violeta, transmutando tudo o que não precisa mais estar ali.
Quando sentir que completou, volte devagar e abra os olhos no seu tempo.